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  • Burberry e Tom Ford aderem ao super fast fashion

    Burberry e Tom Ford aderem ao super fast fashion

    Burberry

    A Burberry anunciou, nesta quinta-feira (05/02/2016), uma mudança radical no seu modelo de operação comercial.

    À partir de setembro, a marca fará apenas duas apresentações anuais, em setembro e fevereiro, na London Fashion Week, reunindo as linhas feminina e masculina, e as pré-coleções. E mais: as peças desfiladas estarão disponíveis imediatamente para venda ao consumidor, nas lojas físicas e virtuais.

    De acordo com Christopher Bailey, diretor criativo da marca, “a ideia é estreitar a conexão entre a experiência dos desfiles e o momento em que as pessoas exploram a coleção nas lojas”. 

    A decisão da grande marca de luxo britânica não chega a surpreender pois a questão da necessidade de ajustes no calendário da moda tem gerado comentários, rumores e discussões há algum tempo, no mercado.

    Afinal, vivemos na era do imediatismo da internet. O consumidor tem acesso instantâneo à informação de moda e quer satisfazer o desejo de consumo no ato, sem esperar meses pela chegada das roupas às lojas.

    Horas depois do anúncio da Burberry sobre a nova estratégia, Tom Ford divulgou uma nota à imprensa cancelando o desfile que faria agora em fevereiro na semana de moda novaiorquina, e afirmando que voltará ao evento em setembro, com as coleções masculina e feminina, ambas com venda imediata.

    É possível outras grandes marcas queiram seguir por este caminho, mas há algumas questões importantes a se discutir:

    • Como fica a agenda comercial entre a marca e os compradores de atacado que precisam encomendar as peças com antecedência?
    • O que acontecerá com as semanas de moda masculina que acontecem atualmente em Paris, Milão, Londres e Nova York, se as grifes decidirem lançar  as coleções para homens e mulheres ao mesmo tempo?
    • Num momento em que se questiona a diferenciação de gênero, há sentido em desfilar as linhas masculina e feminina em separado?

    UPDATE: outras questões surgiram depois que amigos comentaram sobre este assunto:

    • O que acontecerá com a cadeia de fast fashion? Irá tomar red bull, criar asas e copiar tudo instantaneamente?
    • A cobertura das semanas de moda feita por revistas impressas perde totalmente o sentido. As revistas impressas, aliás, estão à beira do abismo há algum tempo já. Me pergunto quando, e se, elas irão conseguir fazer a transição para o 100% digital.
    • E as marcas que participam da SPFW, vão seguir a tendência internacional e disponibilizar as coleções logo após os desfiles? À partir de quando?

    Alguns links de matérias que falam sobre o assunto:

    Business of Fashion

    WGSN Insider

    FFW